sexta-feira, 3 de abril de 2009

Boiadeiro Rei - deixa uma mensagem em 03-04-2009



Mensagem de Boiadeiro Rei diz em 03-04-2009


Reconsidere a própria atitude e não se constranja em aceitar as suas deficiências, de modo a corrigi-las.

A revolta envenena-lhe a alma?

A terra só é vale de lágrimas para os olhos do pessimismo.

Saudades aflitivas laceram-lhe a memória?

A mente é a nossa primeira farmácia.

Sente remorsos, à vista de antigos passos?


Homem algum na Terra pode gabar-se de santo.

terça-feira, 31 de março de 2009

Caboclo Mirim - um digno lugar na história‏

Caboclo Mirim: um digno lugar na história‏

Na formação da identidade de um povo, era precioso o conhecimento oral, passado dos mais velhos aos mais jovens, como forma de não se perder o contato com suas origens e manter os antepassados vivos na memória. Dizem ainda que a História da Humanidade sempre foi escrita pelos conquistadores, pelos vitoriosos. Uma regra que não se aplica em tempos de paz, nem pode ser regra para a formação cultural de todos nós, filhos de Fé da nossa querida Umbanda.

Sou apenas um humilde estudioso da religião, mas já aprendi que Umbanda é vida e movimento, é crescimento e evolução, sem dúvida alguma! E na atual fase da nossa religião, é bonito de se ver uma nova geração de filhos trabalhando para elevar a nossa mãe Umbanda a um patamar que sempre mereceu estar. Filhos que olham para frente sem esquecer o passado, lembrando de tudo aquilo que hoje são memórias em nossos corações, mas que continuam mensagens atuais e eternas nas palavras de nossos queridos Guias e Protetores, verdadeiros dirigentes do Movimento Umbandista!

Em 1982, ingressei na Tenda Mirim no Rio de Janeiro, dirigida por aquele senhor de fisionomia austera, mas de um carinho enorme pelos seus filhos de Fé. "Seu" Benjamim Figueiredo já era um senhor idoso, mas quanta energia, quanto domínio tinha aquele Caboclo incorporado em um corpo tão frágil! Caboclo Mirim ainda conduzia com vigor todos os trabalhos, nas Giras e nas sessões de caridade! Claro que aos 15, 16 anos de idade, ainda não podia compreender toda a grandeza do trabalho e da obra daquele ser de Luz, que veio plantar tão linda Escola nestas terras de Santa Cruz. Após o desencarne do Sr. Benjamim, comecei a procurar entender o legado de Mestre Mirim, comparando tudo aquilo que sentia em meu coração, com o que meus guias me traziam e com a narrativa daqueles que ao seu lado estiveram. E muito além de paredes de um templo, pude constatar:

Que grande obra deixou o Caboclo Mirim!

Este manifesto não visa defender que a Escola de Mirim seja melhor do que qualquer outra. Acredito que é na diversidade que reside a riqueza da nossa religião, como as mais variadas flores que compõe um só bel o jardim!Sei que em algum momento, na juventude da nossa religião, os ânimos dos dirigentes estiveram exaltados na defesa de suas posições e de seus pontos-de-vista. No passado ainda se imaginava uma Umbanda unificada, centralizada tal qual a Federação Espírita Brasileira no Kardecismo. E sei que grandes abismos foram criados dentre os diversos grupos atuantes na nossa religião. Aliás, pouca coisa mudou nesse sentido...

Mas mesmo assim, os verdadeiros dirigentes da nossa Umbanda, nossos queridos Caboclos e Pretos-Velhos, foram conseguindo trazer sua mensagem, levantando pouco a pouco o véu da ignorância dos Homens, principalmente para todos aqueles de boa-vontade!

Quando se apresentou ao meio umbandista em 1924, é possível que a escola de Caboclo Mirim tenha chocado muita gente. Caboclo Mirim devia mesmo estar muito à frente de seu tempo, já que naqueles dias ainda imperavam rituais muito rústicos tais como matanças de animais, raspagens de cabeça e babalorixás ainda muito afeitos ao Candomblé, e pouco afinados com a verdadeira Umbanda.

Mestre Mirim pôs em prática um ritual mais "limpo", onde não havia o sincretismo com as imagens católicas, seus médiuns se vestiam de forma sóbria, de uniforme branco e sem aquelas centenas de guias ao pescoço. A hierarquia no terreiro foi dividida em sete graus de iniciação, nas quais o médium ia ascendendo ao ritmo de seu próprio desenvolvimento espiritual: sem camarinha, "obrigações" ou "recolhimentos".

Suas Sessões de Caridade sempre foram muito produtivas, pois todos davam sua contribuição para alcançar o bem-estar e a cura de seu semelhante: do encarnado ao desencarnado, do Caboclo ao Exu, todos participavam simultaneamente do atendimento ao público, com discrição e perfeita harmonia. Os atabaques só soavam nas grandiosas Giras mensais, onde dezenas, talvez centenas de médiuns confraternizavam com a espiritualidade, recebendo as bênçãos de seus Guias, na vibração das Sete Linhas da Umbanda!Penso inclusive que Mestre Mirim preparou o terreno para a corrente espiritual que viria a ser conhecida como "Umbanda Esotérica". É fato que, já em 1941, no Primeiro Congresso Brasileiro do Espiritismo de Umbanda, surgiu pela primeira vez a expressão AUM-BANDHÃ, da língua sânsc rita , como sendo a origem do vocábulo UMBANDA. Tal tese foi apresentada pelo Primado de Umbanda, fundado pelo Caboclo Mirim, e é até hoje aceita por diversas correntes umbandistas.

Por todo o exposto, pergunto aos meus irmãos umbandistas:

Como é possível esquecer uma Escola tão profícua, tão bel a em seus mistérios e na sua simplicidade, como a Escola de Mestre Mirim?

Como uma semente que germinou por toda a nossa nação, que foi, e é a raiz que originou dezenas de grupamentos umbandistas pode ser negada?

Como um líder, que desde de 1924 dirigiu centenas de irmãos de Fé nas dezenas de casas afiliadas e co-irmãs, em torno de Congressos e Organizações, do porte do Primado de Umbanda, pode ser apagado da História da nossa religião?

Não há resposta. Não é possível. Mas está acontecendo, lentamente...

Em tempos de globalização e da democratização da informação, não encontro uma só referência ao trabalho realizado por Benjamim Gonçalves Figueiredo e pelo Caboclo Mirim, nos difíceis anos de consolidação e divulgação da Umbanda. Eu desafio: podem procurar nos relatos da História da Umbanda, em livros dos principais autores umbandistas, nas matérias das revistas ou nos sites das diversas organizações de nossa religião.

Hoje temos Internet, rádio, revistas e livros que levam às novas gerações o que é e o que esperamos da nossa religião. Na História da Umbanda, todos citam, merecidamente, o respeitado Sr. Zélio Fernandino de Moraes e o grande Caboclo das Sete Encruzilhadas, um dos pilares de nossa fé. Mas como num lapso de tempo, há um salto até meados de 1950, com a divulgação da obra do nobre W.W. da Matta e Silva, como se nada houvesse ocorrido em 50 anos de Umbanda!Seria por que, a exemplo do Sr. Zélio, o Sr. Benjamim não foi um grande autor literário? Mas a obra dos Caboclos das Sete Encruzilhadas e Mirim fala por si!

Será que não tem valor aqueles obreiros que não tiveram sucessores à altura, ou um bem elaborado trabalho de divulgação na mídia?

Meu objetivo não é competição, nem julgamento do mérito da obra de todos os incansáveis guerreiros da nossa religião. Só peço o digno e merecido espaço a um dos mais importantes baluartes da Umbanda: nosso querido Caboclo Mirim.

Será sempre com a lembrança de tão preciosos valores, e com o aprofundamento em nossas raízes que construiremos uma religião livre de aventureiros e aproveitadores.

Clamo a todos, que sentiram em suas vidas a luz de Mestre Mirim, que façam valer suas vozes. Sei que muitas Casas tem em suas origens a influência benéfica desse espírito missionário, que ainda hoje auxilia e coordena os rumos da Umbanda.

É mister que os formadores de opinião do meio umbandista se aprofundem mais nas pesquisas. Os fatos acima narrados são História, estão aí. Sejamos honestos e acima de tudo, justos. Vamos levar aos mais jovens a verdade, estimulando os livres-pensadores e a fé racional, com isenção e humildade.

Como já disse, sou apenas um pequeno aprendiz e pouco posso fazer para levar a público essa questão, mas espero que tenha podido dar minha pequena contribuição à memória de nossa Umbanda!

Sarava Umbanda!!

Sarava Caboclo Mirim!!

Saravá todos meus irmãos de fé!!

Fonte: Sergio Navarro Teixeira - Fraternidade Umbandista Luz de Aruanda

Quer saber mais sobre está linda entidade, ou outras acesse o site e associe-se
http://br.groups.yahoo.com/group/boiadeirorei
Recebendo todas as materias postadas aqui e nos Blogs do Baiano Setembrino e do Boiadeiro Rei em tempo real

quarta-feira, 25 de março de 2009

Caboclo Sete Estrelas

Ao meu querido Caboclo Sete Estrelas
encaminho esses textos
Prece ao Caboclo Sete Estrelas*

Salve esse formoso Caboclo de Umbanda
Que pelas graças de Oxossi vem de suas matas
Que pela força de Oxalá desce até este terreiro
Que pelo amor que tem aos seus irmãos trabalha na Umbanda
Salve o Caboclo que é um dos sete filhos de Tupinambá
Salve a falange deste bravo guerreiro
Pai de sete tribos, de sete nações
Unidas pelo bem para semear o amor entre os homens
Trazei de suas matas, ó grande guerreiro
A cura de suas ervas para que nenhum mal possa nos atingir
E unidos pela sua força de bravo caçador
Seguiremos sempre seus ensinamentos
Na missão de prestar a caridade ao próximo
Em nome de Oxossi e de Nosso Pai Oxalá
Salve o Caboclo Sete Estrelas
Que assim seja!

*Pelo espírito Assis

Ponto do Caboclo Sete Estrelas

Nas matas lá da Jurema
Eu vi uma estrela brilhar (bis)
Era uma estrela de Oxossi
Anunciando que Caboclo vai chegar (bis)

Okê, Okê Caboclo
Caboclo Sete Estrelas no gongá
Okê, Okê Caboclo
Vem de Aruanda
Pra seus filhos ajudar



Ditado pelo Caboclo sete estrelas.


Certa vez estava andando por uma região belíssima que eu, mesmo sendo pouco viajado, tinha a plena convicção de que não pertencia a nenhuma localidade terrestre.
Não sabia como havia parado ali, só tinha dentro de meu peito um enorme sentimento de gratidão pelo Divino Criador haver me proporcionado a oportunidade de poder estar conhecendo um lugar tão maravilhoso: eu caminhava por uma calçada principal circundada por um verde tão lindo que eu parecia estar respirando, junto com o oxigênio, a própria essência vegetal; e no meio de todo este verde existiam flores coloridas e das mais variadas espécies que me faziam ter a sensação de que caminhava em paralelo a um arco-íris maravilhoso .
Olhei bem à minha frente e percebi que aquela calçada conduzia para uma enorme edificação toda colorida de um verde "grama" e que possuía em seu ápice uma estrela de sete pontas ladeada por algumas colunas que possuíam em sua parte superior uma espécie de pirâmide formada de um cristal parecido com mármore totalmente branco.
Não sei por que, mas como alguma coisa dizia dentro de mim que eu deveria adentrar aquela estrutura não pensei duas vezes e assim o fiz.
Quando iria iniciar minhas observações no interior daquele prédio apareceu um senhor de estatura média, cabelos brancos que denunciavam uma calvície acentuada e fisionomia muito simpática apresentando-se como Hermógenes e dizendo que eu não teria permissão para fazer a descrição interna daquela instituição.
Disse, então, a Hermógenes que obedeceria a ele prontamente e lhe perguntei que tipo de instituição era aquela, ao que ele respondeu:
- Penso que não seria interessante você catalogar esta instituição em uma só categoria, mas se mesmo assim você desejar posso lhe dizer que essa instituição funciona como um educandário.- Como?
- Isto mesmo que você ouviu meu irmão, um educandário.
- Mas um educandário é uma instituição de ensino; qual tipo de ensinamento vocês ministram por aqui?
- Aulas de reforço.
- Como?
- Aulas de reforço.
- Como assim?
- Como funcionam as aulas de reforço nos educandários terrestres?
- Bem, elas têm a função de proporcionar ao aluno que não apreendeu de forma satisfatória um determinado conteúdo uma nova oportunidade de assim faze-lo.
- E o nosso educandário aqui neste plano de existência também trabalha da mesma forma, a diferença é que os conteúdos ministrados aqui não são os mesmos das cátedras terrestres.
Percebendo que eu já não agüentava mais de tanta curiosidade foi que Hermógenes complementou sua fala:
- Nosso educandário fornece aulas de reforço para aqueles irmãos que, por um motivo ou outro, esmoreceram na fé.
- Então você está me dizendo que ao saírem deste educandário as pessoas levam consigo um renovado sentimento de fé em Deus, é isso?
- Não só em Deus, mas também uma renovação expansora do sentimento de fé em si mesmas.
- Então este educandário tem como missão fortalecer o sentimento de fé de seus freqüentadores?
- Exatamente.
- E os freqüentadores deste educandário são espíritos encarnados ou desencarnados?
- Nas duas situações.
- Sério?!?
- Sério. Por que o espanto?
- É que mesmo não sabendo como vim parar aqui sinto, de alguma forma, como se esta localidade ficasse muito distante da crosta terrestre.
- E suas impressões não estão erradas, mas se um espírito encarnado precisar de um "reforço" não poderá ficar sem um auxilio efetivo apenas pelo fator distância, certo?
- Nossa, mas este educandário me parece tão distante da terra! Existem mesmo encarnados que vem aqui para receber estas aulas de reforço?
- Claro que sim, ou você acha que está aqui no dia de hoje tão somente como "repórter espiritual"?
- Eu me encontro com minha fé esmorecida?
- "Conheça a verdade e a verdade vos libertará", disse uma vez um grande sábio.
- Como?
- Um outro sábio disse: " conhece a ti mesmo".
- Mas a minha fé em Deus continua inabalada!
- Até concordo, mas e atua fé em si mesmo?
- .......................
- O teu silêncio me diz que concordas comigo, entretanto, você não está aqui para ser acusado de nada, mas para receber o auxilio que o teu merecimento lhe faculte.
- E para onde devo me dirigir para receber esta benção divina?
- Para o mesmo local onde estão se dirigindo todas as pessoas que você está vendo subir aquelas escadas, ou seja, para o Salão Expansor da Fé Cristalina.
- Como?
- Um auditório meu irmão.
- O senhor poderia me acompanhar, irmão Hermógenes?
- É justamente para isto que estou aqui companheiro. Vamos?
- Claro.
Chegando ao referido auditório procurei assentar-me e pude observar, com certo espanto, que o palestrante da noite tinha o corpo todo banhado por uma tênue luz dourada como se fosse irradiada de dentro para fora, pensei até em fazer um comentário a este respeito com o irmão Hermógenes, mas ao observar que não só ele, mas todos os espectadores encaravam o fato com naturalidade eu, procurando não fazer feio, resolvi silenciar.
O auditório estava completamente lotado, com cerca de mil e duzentas "pessoas", e a palestra já estava para ser iniciada.
- Boa noite meus irmãos em Deus-Pai Todo-poderoso, o meu nome é Zacarias e estamos todos aqui esta noite com o objetivo de estudar e nos entronizarmos com o Divino sentido da fé cristalina, entretanto, antes de iniciarmos nossos estudos, gostaria que todos firmassem o pensamento comigo na realização de uma prece:
" Salve divino pai Olorum, causa primária de todas as coisas!
Salve divino pai Oxossi, por ter permitido a presença de todos nós, os vossos humanos filhos, neste santuário sagrado em busca do conhecimento divino!
Salve divino Pai Oxalá, por ter permitido a congregação de todos nós com o objetivo de, através da aquisição de novos conhecimentos sobre o divino, fortalecemos a nossa fé em Ti e na amada religião de umbanda!
Permita Pai supremo e sagrado, que possamos sair daqui renovados e prontos para defendê-lo na prática da nossa amada religião não só com o escudo da fé, mas também com a espada do conhecimento.
Faça com que esta espada divina, em nossas mãos, jamais sirva como um instrumento de ataque e sim como de defesa nas nossas lutas do dia-a-dia contra o preconceito e a intolerância religiosa, contra a timidez que temos em professar a nossa amada religião sem temores e sem pudores.
Permitas, enfim, que possamos servi-lo dignamente com os instrumentos da fé e do conhecimento onde quer que venhamos a ser solicitados na prática da caridade em busca da evolução de nosso espírito.
Que assim seja!
"Devo confessar que acompanhei a prece com todo o fervor do meu coração só que de olhos abertos e sinceramente posso dizer que não me arrependo por que a cena que presenciei foi tão linda que não me faz sentir arrependido:
a partir do instante que Zacarias começara a sua prece eu pude observar centenas, milhares de bolinhas douradas descerem do alto do auditório e cairem sobre todos os presentes, inclusive sobre mim. O mais interessante é que estas bolinhas ao alcançarem nosso corpo despertavam uma sensação de fé tão forte em Deus e na vida que as lágrimas de gratidão banhavam facilmente os nossos olhos. Na verdade foi uma cena tão linda que jamais poderei apagá-la de dentro de mim!Depois da oração Zacarias iniciou a sua prédica:
- Prezados irmãos de fé, estamos reunidos nesta linda noite apenas para que possamos responder uma singela pergunta:
a umbanda é uma religião cristã?
Um grande murmúrio começou no salão após esta pergunta, mas o irmão Zacarias retomou a fala:
- Aqueles que acham que a umbanda é uma religião cristã, por favor, levantem a mão direita!Pode parecer incrível, mas em menos de trinta segundos toda a "platéia" estava com a mão erguida, Zacarias, então, retomou a sua fala:
- Lindo, companheiros!! Muito linda esta cena que acabo de presenciar:
todos com a mão direita em riste dizendo de forma unânime que vós, por serem umbandistas, também seguis os preceitos do Cristo planetário. Muitos de vocês levantaram as mãos conscientes do porque a umbanda é uma religião cristã, outros inconscientemente, mas isto não é importante, o importante é todos vocês terem a idéia de que a umbanda é cristã.
Estamos aqui esta noite para discutirmos esta questão da cristandade da umbanda, para expandirmos nossa visão do Cristo, para expandirmos nossa visão da umbanda, pois da mesma forma que Jesus não é só a umbanda, a umbanda também é Jesus e muito mais.
Devo confessar que é ótimo palestrante o irmão Zacarias!
Sabe a hora certa de colocar cada vírgula com precisão em sua prédica. Continuamos eu e toda a platéia a escutá-lo:
- Muitos dos irmãos aqui presentes sabem que Jesus não é o orixá Oxalá, ou seja, aquele responsável pela irradiação do sentido da fé em toda a criação divina, mas Jesus é um ser fatorado na irradiação de Oxalá, é o Cristo planetário, aquele responsável pela irradiação divina da fé em todo o planeta Terra, mas não em toda criação divina. Sendo assim, Jesus é um irradiador do divino sentido da fé em todas as religiões existentes na terra, até mesmo daquelas que não se dizem cristãs e foi justamente por isso que eu disse que Jesus não é só umbanda, ou seja, Jesus não é um irradiador do sentido da fé apenas na religião de umbanda, mas em todas as religiões do planeta.A umbanda, meus amados irmãos de fé, é cristã por que segue a risca os divinos mandamentos de Jesus:
"Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo", Jesus é amor e a umbanda também é amor justamente por praticar este abnegado amor através da caridade.
Muitos irmãos de fé ficam receosos de dizerem que são cristãos quando são perguntados em relação a isto pelo fato do umbandista muitas vezes considerar como cristãos somente aqueles que seguem a bíblia, entretanto, como já disse anteriormente, cristão não é aquele que segue a bíblia, mas aquele que segue os preceitos de amor fraterno e incondicional do Cristo.
O umbandista só por levantar a bandeira da caridade pode e deve se considerar cristão.
Entendam meus amados que a umbanda é uma religião bem recente e que, justamente por este fato, ainda não possui um livro religioso que possa ser considerado como único para todos os irmãos de fé, tais como a própria bíblia ou o alcorão; mas não se enganem por que, a despeito deste fato, a umbanda tem princípios teológicos que são intrínsecos a ela tais como as Sete linhas de umbanda que, por sua vez, justificam o que disse anteriormente no que concerne a relação entre umbanda e Jesus, qual seja, "a umbanda é Jesus e muito mais", pois vejam meus amados, Jesus é um representante do divino sentido da fé, mas sete são as linhas de umbanda e sete são os sentidos da criação Divina, isso significa dizer que além do sentido da fé, irradiado por Oxalá, a umbanda tem, através da irradiação dos Orixás, mais seis sentidos que são: justiça, lei, conhecimento, evolução, vida e amor.A umbanda é Jesus e muito mais. É Jesus, mas também são os Orixás, os Caboclos, os Preto-velhos, as Crianças, os Exus e Pomba-giras, etc. Este fato não faz da umbanda uma religião melhor e nem pior que as demais, faz dela uma religião que é única, natural, com sua própria teologia e que, justamente pelos fatos expostos, não deve servir de empecilho para que os umbandistas andem entre seus irmãos por paternidade Divina e de outras denominações religiosas, com a cabeça erguida, com orgulho de se dizerem umbandistas e com a sabedoria de se afirmarem também enquanto cristãos. Caminhem com esperança pelo mundo por que Deus é convosco, caminhem em direção a Deus todos os que se sentem injustiçados e o amor de Xangô irá consolá-los, caminhem em direção a Deus todos que se sentem desesperançados que Yemanjá há de gerar vida em abundância em vossas existências. Sejam felizes meus amados e que Deus os abençoe.
Quando o irmão Zacarias terminou sua explanação fiquei estupefato ao perceber que todos nós, os expectadores, estávamos irradiando uma luz muito forte na região acima de nossa cabeça, olhei ao lado para Hermógenes e, graças a Deus, ele pôde me responder:
- Lembra quando eu lhe disse que este prédio é um educandário com o propósito de fortalecer a fé?
- Perfeitamente.
- Pois bem, esta luz irradiada pelo chacra coronário de vocês significa que o objetivo de fortalecimento da fé foi alcançado.
- Meu Deus, mas que coisa mais linda!
- É companheiro, a fé é luz que ilumina a vida de todo espírito que procura desenvolvê-la.
- É verdade.
- Que Deus abençoe não só a você, mas a todos que aqui estiveram, fazendo com que, de alguma forma, vocês possam sempre orar e vigiar a fim de manter o brilho de vossas coroas do jeito que está e, porque não dizer, aumentá-lo de intensidade ainda mais.
Quando Hermógenes acabou de me dizer esta frase nós já estávamos do lado de fora do educandário e foi então que eu perguntei a ele:
- Quer dizer que a minha tarefa de hoje está acabada, que eu já vou retornar para o corpo físico?
- A tarefa de lustrar cada dia mais o brilho de sua coroa através do exercício da fé raciocinada e da prática da caridade não termina nunca, você me entende meu amigo?
- Sim senhor!
- Já está na hora, de fato, de você retornar ao corpo físico, mas não vá sem antes dar um abraço neste Caboclo.
Procurei aproximar-me dele achando inusitado não só o fato dele me pedir um abraço, mas também por ele ter dito que é um Caboclo e ter me chamado de "amigo" e o questionei em relação a este fato, ao que ele respondeu-me:
- Só um amigo oferta um abraço a outro, você não está me reconhecendo?
- Desculpe, mas, não senhor.
- Não importa. O importante é que nos conhecemos, me dê cá um abraço!
Abracei-o com lágrimas nos olhos e agradeci:
- Obrigado por tudo irmão Hermógenes!!!
- Este Caboclo é que agradece. Vá na força e na luz de Tupã nosso pai e nunca se esqueça de que meu nome pouco importa.
- Sim senhor.
- Importante é o laço fraterno da amizade.
- É verdade!
- Meu nome não é importante até mesmo por que aos olhos do Criador eu nada sou.
- Que é isso irmão Hermógenes!
- Não estou com autocomiseração, estou apenas constatando o fato de que nenhum espírito jamais deve se acomodar na prática da caridade, pois a evolução não cessa nunca. Eu digo que nada sou não como um gesto de atitude humana e pessimista, mas como uma mola propulsora que sempre possa me impulsionar em direção à humildade, a fraternidade e caridade.- Sim senhor.
- Como estava dizendo eu, aos olhos do Criador, nada sou, mas quando tenho que ser alguma coisa, então sou como a cor de uma única pena de papagaio.
- Como?
- Vá na força e na luz de Tupã nosso pai!!!
Acordei e não entendi a metáfora, os dias se passaram e nada. Só agora, meus irmãos de fé, no momento em que lhes passo esta mensagem é que tudo ficou claro:
O irmão Hermógenes, trabalhador do educandário onde existe o Salão Expansor da Fé Cristalina, é, como ele mesmo disse, da cor de uma única pena de papagaio, ou seja, o irmão Hermógenes é um Senhor Caboclo Pena Verde.
Salve o conhecimento!!!
Salve a fé!!!
Salve os Senhores Caboclos!!!
Salve o Sr. Caboclo Pena verde!!!

Encantaria e Jurema

Encantaria e Jurema
A Encantaria
A Encantaria é o resultado da fusão de todos os rituais existentes no Brasil antes da chegada do homem branco com sua cultura católica fetichista, mais a contribuição africana durante 350 anos. Tendo por tronco básico a ritualística indígena serviu de esteio e receptáculo para as demais tradições importadas.
Na Encantaria poderemos facilmente encontrar traços, fragmentos e até grandes remanescências das influências ciganas, africanas, católicas, judaicas, árabes,celtas, gregas, romanas e, principalmente indígena.
Mas o grandesustentáculo da encantaria, é a cultura indígena Tupi-Guarani com sua ritualística maravilhosa, voltada para a flora e fauna com ritmos extasiantes e mágicos.
Como "pangelança" no norte, "terecô" no Maranhão, "catimbó" no nordeste, "quimbanda" na Bahia, "macumba" no Rio de Janeiro e São Paulo e, "batuque" no Rio Grande do Sul, a Encantaria está espalhada por todo o Brasil sob diversas formas nomes e rituais.
A Encantaria não tem um ritual iniciático e doutrina específica.
Cada casa ou "terreiro" segue sua própria doutrina, estabelecendo suas regras e forma de prática do ritual.
Via de regra não estabelece raízes ou tradições sucessórias, a não ser que as tenha.
Os Encantados
Os encantados são as energias mais misteriosas e difíceis de serem definidas. São inicialmente divididas em grupos, a saber: Espíritos que viveram há mais de 100 anos (e até três mil anos), espíritos que não viveram e são etéreos e manifestam-se por holografia ouincorporação, espíritos que viveram com corpo físico e manifestam-se visualmente ou mediante contato com a dimensão paralela (quadrimensional quântica) e, finalmente os anjos das 3 categorias, "penosos", discordantes e rebeldes, que se manifestam de todas asformas possíveis.

Boiadeiros
No rol dos encantados estão todos que não são Orixás, todos que não são Voduns e todos que já são resultado da miscigenação entre Voduns e Orixás (ambos africanos), e os espíritos da terra, aqueles que já estavam aqui quando o homem branco e o negro chegaram.
Vulgarmente são chamados de Caboclos em algumas regiões ou Encantados e mestres outras regiões.
Um dos grupos mais presentes e pouco conhecido, é o de Boiadeiro, "O Senhor do Portal do Tempo e das Dimensões".
Atendem por nomes como Navizala, Divizala, Itamaracá, Lua Nova, Campineiro, Gibão de Couro e muitos outros codinomes que escondem sua verdadeira origeme missão.
Por serem "fechados" em suas falas pouco se aprendeu sobre este grupo de encantados até hoje. Mas podemos afirmar que trata-se de uma "falange" poderosíssima, com altos conhecimentos místicos, astronômicos e litúrgicos.
São capazes de promover fenômenosindescritíveis se invocados da forma corretas com os "apetrechos" certos. Durante anos as Casas de Candomblé de Angola (Endembo, Mushi-Congo, Tumba Junçara) e Xambá, costumavam após o término do `Shirê" Ti Inkisse (roda de santo de Angola), fazer um toque de louvação à Boiadeiro, toque este que rompia a madrugada com o dia clareando e muita Jenipapina.
Isto sem se falar nas cantigas conhecidas por "sutaque" que vêm do fundo da alma e são feitas de improviso.
Jurema
Considerada a mais popular e poderosa ritualística de Encantaria brasileira o ritual da Jurema (hoje bastante miscigenada devido aos fatores já explicados), é no nordeste, tão popular quanto o frevo e o samba no Rio de Janeiro.
Jurema (Acacia Nigra), é a árvore sagrada dos indígenas brasileiros há milênios.
Nela concentram-se todos os valores fitoterápicos e místicosde um ritual que de uma certa forma, influenciou todos os demais no Brasil inteiro.
Dezenas de encantados e mestres espirituais do ritual da Jurema povoam as "Casas de Nação" (candomblés) os quais não podem negar-lhes "espaço".
A Jurema por ser um ritual totalmente brasileiro é o único que se equipara aos seus congêneres africanos por ter suaprópria Raiz e Origem.
A raiz, é a árvore com suas folhas, casca a raízes - A origem é Monan, deus supremo dos Tupis,Caetés, Tabajaras, Potiguás, Tapuias, Pataxós e outras nações indígenas.
Seus protetores eram (até a chegada do branco), Tupan, Yara, Caapora, Curupira,Boiúna, Mo Boiátatá, Jaguá, Rudá, Carcará e outros mais.
Eram de tribos diferentes, mas cultuavam os mesmos deuses aos pés da mesma árvore: JUREMA.
Com a miscigenação entre os indígenas e o branco e entre indígenas e o negro miscigenaram-se também, suas culturas, seus arquétipos, seus usos e costumes.
Com o aparecimento "caboclo" (mestiço), apareceram também os encantados resultados desta mestiçagem.
O ritual da Jurema, vulgarmente chamado de "Catimbó", devido ao uso de cachimbos durante aprática, é cercado de preparos e cuidados especiais respeitando-se prioritariamente a ancestralidade de cada um ou da própria raiz em torno da qual realiza-se a prática. Esta por sua vez, obedece à vínculos locatícios chamados de "cidades da jurema", cada uma com seunome.
O ritual tanto pode ser feito sobre uma mesa com pode ser feito no chão.
As forma são distintas, com objetivos as vezes diferentes.
Os ingredientes e apetrechos usados nos rituais de Jurema são os seguintes:

Cachimbos confeccionados à mão de diferentes troncos de árvores
Fumos feitos com folhas de tabaco misturadas com folhas de diferentes árvores (dependendo da intenção do "trabalho")
Maracá (chocalho indígena) para invocar os mestres encantados
Pequenos troncos de Jurema sobre os quais acende-se velas (dependendo do número de "Cidades" as quais serão invocadas - (preferencialmente 4 cidades)
Sineta de metal nobre para invocação dos Mestres - (no passado era com caxixi) 2 ou mais copos altos e largos com água Toalha vermelha ou branca se for na mesa e vermelha se for no chão.
ALHANDRA, a Cidade Sagrada
A cidade sagrada da Jurema é ALHANDRA na Paraíba, entre João Pessoa e Recife.
Este é o MARCO ZERO da Jurema no Brasil e também, centro de romarias de milhares de pessoas anualmente.
Dentro de Alhandra estão outras três outras cidades sagradas conhecidas por Acais, Tapuiú e Estiva.
Lá também estão os túmulos de vários mestres famosos no Brasilinteiro.
Maria do Acais, Damiana Guimarães e Zezinho do Acais, fizeram a fama desta cidade que contém a Jurema de Cangaruçu por todos respeitada neste Brasil.
Nenhum mestre da Jurema deve o pode ser tratado como se fosse um Egun ou Exu!
Mestres famosos da Jurema:
Mestra Maria do Acaís (Maria Gonçalves de Barros)
Mestre José Pilintra (José de Aguiar dos Anjos)
Mestre Major do Dia
Mestre Cabeleira (Dom José do Vale)
Mestre Zezinho do Acais
Mestre Cangaruçu
Princesa de Leusa
Mestra Maria Elisiara
Mestra Joana Pé de Chita (Joana Malhada)
Mestra Damiana Guimarães
Mestre Emanoel Maior do Pé da Serra (Emanoel Cavalcante de Albuquerque)
Mestre Manoel Cadete
Mestre Marechal Campo Alegre
Mestre Arcoverde
Mestre Tertuliano
Mestre Malunguinho
Mestra Piorra
Mestre Carlos Velho (José Carlos Gonçalves de Barros)
Mestra Maria Solomona
Mestra Judith do Barracão
Mestra Maria Padilha
Mestre Antônio Macieira
Rei Eron
Mestre Cesário
Mestra Jardecilia ou Zefa de Tiíno
Mestre Tandá
Mestra Izabel
Mestre Zé Quati
Mestre Casteliano Gonçalves
Mestra Fortunata do Pina (Baiana do Pina)
Mestre Nêgo do Pão
Mestra Maria Magra
Mestre Candinho
Cidade do Segredo da Jurema
Tambaba7 Cidades Sagradas
Jurema, Vajucá, Junça, Angico, Aroeira, Manacá e Catucá.
Toadas (cantigas) de alguns Mestres do Catimbó ou Jurema:
Mestre Malunguinho:
"Malunguinho está nas matas, ele está é abrindo mês a um Rei. Me abra este mesa Malunguinho e tire Espec do caminho. Espec aqui, espec acolá para os inimigos não passar. Espec aqui Espec acolá para os inimigos eu derrotar." - (bis)
Mestre Major do Dia:
"Ó meu Major, ó meu Major, meu Major de Cavalaria. És meu major, és meu Major, és Meu Major do Dia." - (bis)
Mestre Zezinho do Acaes:
"De longe venho saindo, de longe venho chegando, tocando a minha viola e as meninas apreciando. Cantando eu venho folgando eu estou. Cantando eu venho da minha cidade.. Minha barquinha nova nela eu venho, feita de aroeira que é pau marinho. Quem vem dentro dela é o meu Bom Jesus, de braços abertos, cravado na Cruz. - Aurora é Canindé, Aurora é Canindé."
Mestre Cabeleira - (Zé do Vale)
"Eu venho de porta em porta caindo de déu em deu. E casa que eu conheço é a sombra do meu chapéu. Fecha a porta gente que o Cabeleira e vem. Pegando rapaz, menina também. Pegando rapaz, menina também.
Minha mãe sempre dizia, "meu filho tome abenção, meu filho nunca mate, menino pagão" - Subi serra de fogo com alpercata de algodão, se a alpercata pega fogo, o boto desce de pé no chão. E o meu cavalo, é maresia...ele vadeia lá na praia do lençol." - (bis)
Mestra Maria de Elisiara:
"Que campos tão lindos, vejo o meu gado todo espalhado, lá vem Maria de Elisiara, que vem ajuntando o gado. Lá vem Maria de Elisiara, rainha de Salomão, que já foi Mestra e hoje é discípula do nosso querido Rei João. Que Campos lindo e Varandas" - (bis)
Mestra Joana Pé de Chita: (Joana Malhada)
"Eu sou Joana da cidade de Santa Rita, tenho um Cachimbo respeitado, eu sou Joana Pé de Chita" - (bis)
Mestre Emanuel Maior do Pé da Serra:
"Campos Verdes, meus Campos Verdes, tua luz estou avistando, da cidade de Campos Verdes, Emanuel Maior já vem chegando. Campos Verdes, meus Campos Verdes vejo o meu gado todo espalhado, da cidade de Campos Verdes Emanuel Maior vem ajuntando o gado. É fogo na "Gaita" e toque o "Maracá", bote água na cuia pra Emanuel Maior tomar."
Mestre Rei dos Ciganos - (Barô Romanó)
"Eu estava sentado na pedra fria, Rei dos Ciganos mandou me chamar.
Rei dos Ciganos e a Cabocla Índia, Índia Africana no Jurema. Quem traz a flecha é a Cabocla Índia, Rei dos Ciganos mandou me entregar. Quem traz a flecha é a cabocla Índia, eia arma a flecha que eu vou flechar.
Quem traz a flecha é a Cabocla Índia, eia arma a flecha vamos flechar."
Mestre Tertuliano:
"É de Ipanema, é de Ipanema - Tertuliano trabalhando na Jurema" - (bis)
Mestre Marechal Campo Alegre:
"Eu dei quatro volta no mundo e o sino da capela gemeu. Sou eu Marechal Campo Alegre, e o Dono do Mundo sou eu.." - (bis)
Mestra Judith do Barracão:
"Judith ó minha Judith, Judith lá do Barracão e os campos de Judith, são campos, são campos. E atira, Judith atira, pedaço "preaca" de mulher. E os campos de Judith são campos, são campos. E atira, Judith atira cabocla negra de Ioruba, e os campos de Judith são campos, sãocampos. E o bueiro de Judith, é bueiro, é bueiro. E o molambo de Judith, é molambo, é molambo. E o baralho de Judith, é baralho, é baralho."
Mestre Navisala:
"Eu venho de longe, sem conhecer ninguém. Venho colher as rosas que a roseira tem. Mas eu sou boiadeiro, não nego o meu natural. Quem quiser falar comigo, bem vindo seja no Juremal."
Mestra Maria Padilha:
"Que grito foi aquele que o mundo estremeceu suas varandas. Foi de Maria Padilha, e a dona do mundo é ela ó minha varanda."
Mestre Légua Bogi-Buá Trindade:
"Légua, eu sou Légua, Légua Bogi Buá. Mas eu plantei a Légua no tronco do Jurema. - (bis)"
Mestre Zé Pilintra - (José Aguiar dos Anjos) - Ritual de Catimbó raiz
Alhandra, Junça, Vajucá."Mandei chamar Zé Pilintra, nego do pé derramado e quem mexer com Zé Pilintra, ou fica doido ou vem danado. - (bis) - Seu doutor, seu doutor, Zé Pilintra chegou. Se você não queria, para que lhe chamou.Dilim-Dilim, bravo senhor, dilim-dilá, bravo senhor, Zé Pilintra chegou, bravo senhor para trabalhar. Bravo Senhor."
"Lá na Vila do Cabo, ele é primeiro sem segundo. Só na boca de quem não presta, o Zé Pilintra é vagabundo."
"Zé Pilintra no Reino Eu sou um Rei Real. Zé Pilintra no reino e eu vim trabalhar. Trunfei, Trunfei, Trunfei, Trunfá. Zé Pilintra no Reino, estou no meu Jurema. Trunfariá!"
"Chegou José Pilintra, sou o assombro do mundo inteiro. Sou faísca de "fogo-elétrico", sou trovão do mês de janeiro."
"Na passagem de um rio, Maria me deu a mão. E o prometido é devido, é chegada a ocasião".
"Eu matei meu pai e minha mãe. Jurei padrinho e Jurei Madrinha. Matei um cego lá na igreja e um aleijado lá na linha. Seu doutor, seu doutor bravo senhor, Zé Pilintra sou eu, bravo senhor. Se você não queria, Bravo senhor para que lhe chamou, bravo senhor".